Lateral Dalbert, da Inter de Milão, lamenta desvio de dinheiro de sua transferência

30 de setembro de 2018 - 16h4

HOTSITE

O lateral esquerdo Dalbert, da Inter de Milão, se manifestou ao saber, por meio de uma denúncia do programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, que parte da comissão paga por sua atual equipe ao Barra Mansa (R$ 513 mil), clube no qual iniciou a carreira, havia sido desviada pelo presidente da equipe do interior Fluminense e outros dirigentes.

No total, por conta do mecanismo de solidariedade da FIFA, que divide 5% sobre o valor de uma negociação internacional entre as equipes que o atleta se vincula no início na carreira, o Barra Mansa tem direito a receber, aproximadamente, R$ 1.2 milhão.

"É lamentável. O Barra Mansa foi o primeiro clube profissional do Brasil e hoje é notícia por fatos ruins. É pão com mortadela como refeição, manipulação de resultados e desvio de dinheiro. Quando o clube tem a chance de respirar um pouco, financeiramente, podendo investir nas categorias de base, indivíduos como estes, que pensam somente no próprio umbigo, sufocam ainda mais a instituição. Provada a culpa, espero que cumpram a pena bem longe do futebol e da sociedade e que o dinheiro retorne ao cofres do Barra Mansa", desabafou Dalbert, autor de uma assistência na vitória da Inter sobre o Cagliari, neste sábado, por 2 x 0, pelo Campeonato Italiano.

O jogador pediu mais atenção às entidades do futebol, para que os clubes estejam preparados, não somente em documentações e certidões, para receber verba do mecanismo de solidariedade.

"O Barra Mansa me abriu as portas, mas não diria que o clube que leva o nome da cidade que nasci, pela incompetência dos dirigentes atuais e anteriores, é merecedor de receber qualquer ajuda financeira. Quando joguei lá, não dispunha nem da estrutura básica, que seria alojamento digno, alimentação e material para treinamento. Saí com salários atrasados, que não recebi até hoje, e muito triste. E isso não se resume a mim. Falo por conta de outras dezenas de jogadores, que não tiveram a mesma sorte na carreira.

Torço para que a FIFA, talvez até por uma fiscalização da CBF, reveja seus critérios em relação a isso, para evitar que surjam mais dirigentes corruptos e para tornar os clubes, de fato, formadores de novos talentos", completou o lateral brasileiro.

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